domingo, 5 de agosto de 2012

Estudos, ontem e hoje.

Estive pensando em como teria sido a minha vida se quando eu nasci já existissem o computador pessoal e a internet.
Levávamos cadernos, lápis e borracha para a escola. A professora escrevia com giz em um quadro negro a matéria do dia e tínhamos que copiar tudo. Hoje, a professora até pode usar o quadro branco com canetas coloridas se quiser, mas existem o computador e o projetor para exibir uma matéria previamente pesquisada e redigida. Em algumas escolas, os alunos levam seus computadores pessoais, cada vez menores e mais leves, ou até mesmo tablets para acompanharem a pesquisa diretamente via internet.
Quando precisávamos fazer um trabalho de pesquisa, íamos às bibliotecas publicas pesquisar, ou mesmo, pegar emprestado um livro para levar para casa e devolver dias depois. Usávamos papel almaço para redigir nossos trabalhos e precisávamos ter uma letra clara para que a professora entendesse bem o que havíamos escrito para não perdermos pontos.


Hoje os alunos escrevem com letras parecidas: arial, verdana, times new roman, variando apenas tamanho e cor. A pesquisa é realizada via internet, utilizando ferramentas de busca, e muitos nem se dão ao trabalho de lerem o material e saem copiando o texto do primeiro link que vem na busca, sem atentar ao seu conteúdo, verificar se é pertinente ou não ao seu trabalho.
Claro, nem todos são assim, muitos lêem vários textos, extraem as idéias principais de seus conteúdos e estruturam seus trabalhos com suas próprias palavras. Principalmente os graduandos e pós-graduandos que possuem orientação em como realizar seus TCC ou monografias. E a partir daí temos os chamados trabalhos científicos.
A internet é também excelente para conversarmos com amigos, parentes, filhos, colegas de trabalho ou mesmo para fazermos novas amizades. Podemos nos comunicar via emails, sites de relacionamento, comentar matérias de jornais e revistas, e até mesmo enviar material (foto e vídeo) para os sites dos principais jornais do Brasil e do mundo, sugerindo reportagem ou mesmo contribuindo com elas.
Lembra-se que uns anos atrás o carteiro nos trazia cartas de amigos e parentes além de contas a pagar? E traziam ainda cartas anônimas, correntes, etc?  Hoje na internet também existe isso, chamamos de emails não solicitados ou SPAMs, cujo conteúdo varia desde propaganda de produtos que estamos interessados, de lojas que conhecemos e somos clientes, como ainda de desconhecidos que insistem em nos escrever apesar de dizermos que não queremos mais suas comunicações.
O ato de enviar email é excelente para praticarmos a escrita correta da nossa língua. Na comunicação formal ou de negócios é importante evitar erros gramaticais e ortográficos. Um email sem capricho transmite uma imagem pouco profissional. Entre amigos não é tão rígido assim, podemos usar uma linguagem mais coloquial e até certas abreviações.
O mesmo ocorre nas redes de relacionamento, sociais ou profissionais, onde podemos buscar por pessoas que estudamos juntos a mais de 20 anos e que também estão lá a nossa procura. Podemos juntar as pessoas que trabalham na mesma empresa, que estudam na mesma escola, que moram no mesmo bairro, que possuem mesmo interesse, etc.
Apenas precisamos tomar certos cuidados com dados pessoais para não abrirmos demais nossa vida intima sem necessidade, cientes de que todos estão lendo e poderão usar isso contra nós se quiserem. Precisamos orientar as crianças e adolescentes para não divulgarem seus endereços, telefone e email abertamente na internet.
Hoje, é muito mais simples escrever um texto como o faço agora, tranqüila de casa, certa de que atingirei milhares de leitores e ao mesmo tempo ainda existe a responsabilidade de transmitir o que há de melhor, conselhos, experiência, vivência e erros também.
Se tudo isso existisse na minha adolescência, a informática teria sido injetada nas minhas veias, como no filme Matrix, ao invés de eu ter ido atrás do aprendizado formal e talvez hoje escrevesse sob outro enfoque.
Ou melhor, talvez hoje eu estivesse falando ao microfone para um aplicativo gerar um texto a partir da minha voz, algo que sei que já existe, mas ainda não uso. Prefiro digitar!

Elianete Vieira

21/11/2011

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