domingo, 6 de outubro de 2013

Poema da Vida

Poetisa, Iza me conquistou pela doçura. Com 74 anos, cheia de energia, preparou a festa de 80 anos do marido. Amiga virtual, descreveu os docinhos que fez ao me convidar para nos conhecermos.
Dia de comemorar a vida, a saúde, a família. Como é bom ver as pessoas chegando cada vez mais longe – semana passada, o tempo contou 5 anos da partida do meu pai a menos de 4 meses de completar 80 anos.
Me sentindo honrada com o convite, convidei o GPS para me acompanhar e lá fui eu desbravar as ruas desconhecidas de uma cidade vizinha.
No caminho, havia não uma pedra Drummond, mas um vale. Uma rua que desce íngreme e logo sobe mais íngreme ainda. Lá no final, um semáforo segurava os carros prestes a entrar na rodovia. No inicio da subida existe um semáforo que mede a velocidade máxima: 40 km/h.
Independente deste controle os carros nem saíam da 1a marcha. Motoristas sabidos mantinham distância de segurança uns dos outros. Subidona à vista.
Eu, parada, olhando o entorno, vi algumas senhoras bem arrumadas, com Bíblia na mão, caminhando juntas e conversando. Distraídas, atravessaram a rua sem perceber que estávamos em movimento lento parando dois metros depois.