Caros amigos leitores,
Estou com meu novo livro na gráfica, quase pronto, já chegando !
É com prazer que anuncio Usando a internet para divulgar autores e livros, ferramentas e redes sociais.
Aproveitem e se inscrevam no blog do novo livro http://elianetelivro4.blogspot.com.br/ para receber as atualizações e novidades.
Conheçam, curtam e sigam a página no Facebook https://www.facebook.com/pages/Usando-a-internet-para-divulgar-autores-e-livros/345728148910581
Lançamento na 23a Bienal do Livro de São Paulo dia 30/08 às 17h na Scortecci.
Abraços.
Elianete
Analista de Sistemas que dedicou sua vida profissional à área de Telecomunicações. Autora dos livros "Desvendando a Informática na Melhor Idade" e "O Início da Descoberta". Participante nas Antologias "Nossa História, Nossos Autores" e "Palavras Desavisadas de Tudo" e, ainda, "Reciclando Vidas", todos produzidos pela Scortecci Editora.
domingo, 27 de julho de 2014
sexta-feira, 4 de julho de 2014
Ciclo
Ciclo (Elianete Vieira)
Tempos de escola, tempos de sonhos além das incertezas do que o futuro trará.
Aos poucos, meio misturado, o estudante se vê um profissional. Parte do dia trabalha, outra parte estuda.
Até que acorda sem escola, apenas com obrigações mais sérias, percebe que não pode mais errar.
E assim os anos passam, todos os dias aprendendo algo a mais e sempre com o mesmo objetivo de um dia chegar lá.
Um local maravilhoso, idealizado como foco, objetivo de vida até.
Somando experiências e após 3 tentativas, consegue finalmente alcançar o objetivo tanto sonhado e planejado.
Não consegue dormir na noite que antecede o grande dia, o primeiro dia do resto de sua vida.
Bate uma incerteza de estar de fato à altura de tamanha conquista, mas uma mão amiga lhe mostra o quanto é respeitado e valorizado.
Seu mundo se abre às novas amizades, aos novos horizontes, novos conhecimentos, viagens, seu mundo se avoluma de novidades assim como eu peito de orgulho.
Reconhece sua competência, o quanto faz parte daquele todo, se fez presente e necessário. Não consegue se imaginar longe daquele mundo, só seu.
Quatorze anos se passam, muita água rolou pela ponte, muitas alegrias e amarguras também.
Após um ápice de alegria por mais um desafio vencido, eis que chega o momento nunca imaginado.
Por mais que outras pessoas passem por isso, nunca imaginou que passaria pelo mesmo sufoco.
A casa caiu, ou melhor, a casa não o quis mais. Os alicerces formados pelo sonho antigo, por tantos anos vividos ao vivo, vão ao chão.
Doze meses se passaram, mas a mente ainda está lá, naquele lugar onde se entregou de sangue, onde fez sua família.
Olhando para trás, constata solidão pois quem considerava sua família o ignorou por meses sem vê-lo.
Cadê a amizade que parecia sincera? Todos sumiram. Faltou a mão para levantá-lo da depressão que se criou à sua volta.
Era apenas um número, um valor que precisaram cortar, como fizeram com alguns outros na ocasião.
Vidas ceifadas como um nada. Uma tomada desligada de um aparelho velho para dar lugar a nova tecnologia, mais bonita e mais barata.
Um raio de sol surge iluminando um novo dia quando todo o ciclo recomeçará.
Viva a Vida!
Tempos de escola, tempos de sonhos além das incertezas do que o futuro trará.
Aos poucos, meio misturado, o estudante se vê um profissional. Parte do dia trabalha, outra parte estuda.
Até que acorda sem escola, apenas com obrigações mais sérias, percebe que não pode mais errar.
E assim os anos passam, todos os dias aprendendo algo a mais e sempre com o mesmo objetivo de um dia chegar lá.
Um local maravilhoso, idealizado como foco, objetivo de vida até.
Somando experiências e após 3 tentativas, consegue finalmente alcançar o objetivo tanto sonhado e planejado.
Não consegue dormir na noite que antecede o grande dia, o primeiro dia do resto de sua vida.
Bate uma incerteza de estar de fato à altura de tamanha conquista, mas uma mão amiga lhe mostra o quanto é respeitado e valorizado.
Seu mundo se abre às novas amizades, aos novos horizontes, novos conhecimentos, viagens, seu mundo se avoluma de novidades assim como eu peito de orgulho.
Reconhece sua competência, o quanto faz parte daquele todo, se fez presente e necessário. Não consegue se imaginar longe daquele mundo, só seu.
Quatorze anos se passam, muita água rolou pela ponte, muitas alegrias e amarguras também.
Após um ápice de alegria por mais um desafio vencido, eis que chega o momento nunca imaginado.
Por mais que outras pessoas passem por isso, nunca imaginou que passaria pelo mesmo sufoco.
A casa caiu, ou melhor, a casa não o quis mais. Os alicerces formados pelo sonho antigo, por tantos anos vividos ao vivo, vão ao chão.
Doze meses se passaram, mas a mente ainda está lá, naquele lugar onde se entregou de sangue, onde fez sua família.
Olhando para trás, constata solidão pois quem considerava sua família o ignorou por meses sem vê-lo.
Cadê a amizade que parecia sincera? Todos sumiram. Faltou a mão para levantá-lo da depressão que se criou à sua volta.
Era apenas um número, um valor que precisaram cortar, como fizeram com alguns outros na ocasião.
Vidas ceifadas como um nada. Uma tomada desligada de um aparelho velho para dar lugar a nova tecnologia, mais bonita e mais barata.
Um raio de sol surge iluminando um novo dia quando todo o ciclo recomeçará.
Viva a Vida!
sábado, 17 de maio de 2014
Vida nova.
Vida nova.
Na lembrança, um menino peralta.
Na escola, só primeiro lugar.
No futuro, a ribalta.
Seguindo rumo ao mar.
Após muita espera, enfim chega o dia.
Cargueiro 2013, cabine 411.
Destino desconhecido, muita maresia,
E, de quebra, sol e bronze.
Tudo é novidade no 1º emprego,
Para este praticante.
Quarto cheirando a novo,
Em navio gigante.
Destino sendo traçado.
Por mãos que tudo sabe.
Um filho muito amado,
E um coração que tudo cabe.
Olhos azuis, gringos ao redor.
Aprendizado sendo posto à prova.
Labirinto em forma de corredor.
E muita coisa nova.
Deus abençoe os praticantes
Que hoje começam nova vida.
Com saúde, sucesso, radiantes
Dias de sol e profissão querida.
Elianete Vieira - Dedicado a um dos amores de minha vida.
Na lembrança, um menino peralta.
Na escola, só primeiro lugar.
No futuro, a ribalta.
Seguindo rumo ao mar.
Após muita espera, enfim chega o dia.
Cargueiro 2013, cabine 411.
Destino desconhecido, muita maresia,
E, de quebra, sol e bronze.
Tudo é novidade no 1º emprego,
Para este praticante.
Quarto cheirando a novo,
Em navio gigante.
Destino sendo traçado.
Por mãos que tudo sabe.
Um filho muito amado,
E um coração que tudo cabe.
Olhos azuis, gringos ao redor.
Aprendizado sendo posto à prova.
Labirinto em forma de corredor.
E muita coisa nova.
Deus abençoe os praticantes
Que hoje começam nova vida.
Com saúde, sucesso, radiantes
Dias de sol e profissão querida.
Elianete Vieira - Dedicado a um dos amores de minha vida.
domingo, 13 de abril de 2014
Mãe Coragem - Resenha por Elianete Vieira
Cerca de quatro horas foi o tempo que levei para ler um livro emocionante e carregado de verdades que a sociedade ignora. A redação da Cristina Loddi me fez ouvir a voz da Jô Nunes, como se estivesse ao meu lado, relatando a história de sua filha, Jessica, portadora de uma doença rara e ainda pouco conhecida da sociedade como um todo.
Sua preocupação, desespero e fragilidade pelo desconhecimento, revolta por falta de apoio e orientação, assim como alegrias e superação, aparecem na voz dela durante a leitura que, embora leve, coloquial, nos mostra nas entrelinhas o sofrimento, duvidas, incertezas, ao mesmo tempo as vitórias e as conquistas. A felicidade em ter sido mãe de dois meninos e de uma menina linda e inteligente, que a todos surpreendia com sua facilidade em fazer amigos, pela determinação, respeito e luta pela vida em sua inocência infantil.
Mais que um relato das dificuldades em criar uma filha com uma doença rara, o livro mostra que Jô Nunes é uma mulher forte e muito determinada. Uma mulher que lutou para descobrir o que tinha sua filha e, depois da identificação e confirmação da Síndrome de Williams, lutou pelos direitos de cidadã para que sua filha estudasse, se desenvolvesse e tivesse uma vida independente e digna.
Não sou mãe, mas sempre ouvi que a maternidade dá às mães força de leoa para protegerem seus filhos, e que dão sua vida pelos seus filhos. Jô Nunes mais do que isso, compartilhou todo o seu conhecimento e conquistas com outras mães que estavam perdidas como ela esteve, buscando pelas famílias que viviam a mesma dificuldade de “inclusão” na sociedade e criando uma associação para se fortalecerem – a ABSW.
“Fala-se muito em ´inclusão´ no Brasil, mas na realidade ainda não temos uma ´inclusão´ verdadeira e sim, uma ´integração´. Para que possa haver ´inclusão´, deve existir um preparado no recebimento da pessoa com ´deficiência´.” – Assim começa o capítulo 3 que levanta a discussão da chamada Inclusão Social a que os políticos tanto usam em tempos de campanha e se esquecem totalmente depois.
Este livro destina-se a todos que querem aprender um pouco mais sobre a vida em sociedade convivendo com as diferenças, porque ninguém é igual a ninguém, todos somos diferentes dos demais, tanto que existe apenas uma digital no mundo: a sua!
Livro:
MÃE CORAGEM – Convivendo com a Síndrome de Williams
Autoras: Jô Nunes / Cristina Loddi
ISBN: 978-85-366-3664-1
Scortecci Editora
1ª edição – 2014
Livraria Asabeça
sexta-feira, 4 de abril de 2014
Por quê?
Por quê?
Porque algumas coisas são simples, fáceis, belas,
Enquanto outras parecem complicadas, distantes, sem sentido?
O que tanto gostamos nos parecem livres, soltas, parte de nós.
O que ainda não sabemos, não vivemos, é cinzento, amargo, bicho papão.
É preciso apoio, aprendizado, luz para enxergarmos melhor
Reconhecendo que o monstro é pequeno e colorido.
A vida pode ser bela ou sombria dependendo do angulo e da luz,
Alem do referencial olhado.
O capim do pasto vizinho é sempre mais verde.
O outro tem mais sorte, nasceu virado para a lua.
Mas qual? A cheia ou a minguante?
Só o dono dos pés conhece seus calos.
Só o travesseiro sabe quanto tempo temos para dormir.
Amanhã tudo recomeça.
Porque as palavras rodeiam tanto a mente e quando o lápis apoia no papel elas se recusam a fluir?
Porque o amor renasce a cada esquina mas não cai no meu telhado?
Porque a vida floresce apenas no jardim sem sombra e água fresca?
Sonhos. Projetos. Ideais. Busca. Conquistas. Quedas. Choros. Risos.
Vida. Morte
Elianete Vieira
Porque algumas coisas são simples, fáceis, belas,
Enquanto outras parecem complicadas, distantes, sem sentido?
O que tanto gostamos nos parecem livres, soltas, parte de nós.
O que ainda não sabemos, não vivemos, é cinzento, amargo, bicho papão.
É preciso apoio, aprendizado, luz para enxergarmos melhor
Reconhecendo que o monstro é pequeno e colorido.
A vida pode ser bela ou sombria dependendo do angulo e da luz,
Alem do referencial olhado.
O capim do pasto vizinho é sempre mais verde.
O outro tem mais sorte, nasceu virado para a lua.
Mas qual? A cheia ou a minguante?
Só o dono dos pés conhece seus calos.
Só o travesseiro sabe quanto tempo temos para dormir.
Amanhã tudo recomeça.
Porque as palavras rodeiam tanto a mente e quando o lápis apoia no papel elas se recusam a fluir?
Porque o amor renasce a cada esquina mas não cai no meu telhado?
Porque a vida floresce apenas no jardim sem sombra e água fresca?
Sonhos. Projetos. Ideais. Busca. Conquistas. Quedas. Choros. Risos.
Vida. Morte
Elianete Vieira
Publicado em 04/04/2014 por cooperativadasletras
quarta-feira, 5 de março de 2014
Amor que acolhe
Amor que acolhe
O presente mais marcante
O carinho mais afetuoso
O contato mais falante
O alimento mais apetitoso.
A presença mais real
Que podemos dar
Quando saímos do virtual
E demonstramos o amar.
Dois braços que acolhem
Sussurros ao pé do ouvido
Corações que preenchem
E um beijo atrevido.
Palavras o vento leva
Voz já não alcança
Na distancia que entreva
Só o abraço é a esperança.
Elianete Vieira
Publicado em 04/03/2014 por cooperativadasletras
O presente mais marcante
O carinho mais afetuoso
O contato mais falante
O alimento mais apetitoso.
A presença mais real
Que podemos dar
Quando saímos do virtual
E demonstramos o amar.
Dois braços que acolhem
Sussurros ao pé do ouvido
Corações que preenchem
E um beijo atrevido.
Palavras o vento leva
Voz já não alcança
Na distancia que entreva
Só o abraço é a esperança.
Elianete Vieira
Publicado em 04/03/2014 por cooperativadasletras
domingo, 2 de fevereiro de 2014
Palavras não ditas
Ultima cena. 3-2-1. Gravando.
Com voz embargada e lagrimas nos olhos, Felix olhando para o por-do-sol, diz ao se pai sentado ao lado.
- Sabe pai... Eu te amo. -pausa - Eu te amo.
Cena carregada de tensão.
Pai, parcialmente cego e com os movimentos limitados, amargurado pela traição da amada, levou alguns segundos saboreando as palavras do filho. Com lágrimas nos olhos, diz:
- Eu também te amo. - pausa - meu filho.
Feliz se surpreendeu com as palavras paternas.
O pai parecia ter algo mais a dizer e, com algum esforço que seu corpo agora impõe, levou a mão esquerda em direção ao filho, encontrando sua mão.
Felix mais surpreso ainda, ao sentir a mão paterna, chora e a aperta com carinho - papi soberano, como costumava chamá-lo. Soluço denuncia o choro guardado no peito que agora aflora com o carinho demonstrado pelo pai. Com alívio, Felix sorri, sem conseguir dizer mais nada.
A câmera afasta-se mostrando as mãos dadas e o por-do-sol.
Milhões de espectadores assistiram essa cena com emoção. Maria desatou no choro, soluçando, profundamente emocionada com a cena da TV. Lembrou-se do seu pai, relacionamento difícil, sem os motivos claros que a novela mostrou, mas com amor oculto pelas palavras não ditas por toda uma vida.
Seu José era fechado, não externava seus sentimentos, dentro de casa. Pessoas próximas relatavam que consumava elogiar seus filhos. Mas eles não ouviram isso do pai. Nos últimos momentos, Maria pediu perdão ao pai e disse que o perdoava por tudo pois o amava. Uma lágrima escorreu de um de seus olhos. Nenhuma palavra pode ser dita porque ele estava entubado. Maria jamais saberá o que seu pai pensou naquele momento. Mas tem a certeza dele tê-la compreendido e perdoado.
Elianete Vieira
Com voz embargada e lagrimas nos olhos, Felix olhando para o por-do-sol, diz ao se pai sentado ao lado.
- Sabe pai... Eu te amo. -pausa - Eu te amo.
Cena carregada de tensão.
Pai, parcialmente cego e com os movimentos limitados, amargurado pela traição da amada, levou alguns segundos saboreando as palavras do filho. Com lágrimas nos olhos, diz:
- Eu também te amo. - pausa - meu filho.
Feliz se surpreendeu com as palavras paternas.
O pai parecia ter algo mais a dizer e, com algum esforço que seu corpo agora impõe, levou a mão esquerda em direção ao filho, encontrando sua mão.
Felix mais surpreso ainda, ao sentir a mão paterna, chora e a aperta com carinho - papi soberano, como costumava chamá-lo. Soluço denuncia o choro guardado no peito que agora aflora com o carinho demonstrado pelo pai. Com alívio, Felix sorri, sem conseguir dizer mais nada.
A câmera afasta-se mostrando as mãos dadas e o por-do-sol.
Milhões de espectadores assistiram essa cena com emoção. Maria desatou no choro, soluçando, profundamente emocionada com a cena da TV. Lembrou-se do seu pai, relacionamento difícil, sem os motivos claros que a novela mostrou, mas com amor oculto pelas palavras não ditas por toda uma vida.
Seu José era fechado, não externava seus sentimentos, dentro de casa. Pessoas próximas relatavam que consumava elogiar seus filhos. Mas eles não ouviram isso do pai. Nos últimos momentos, Maria pediu perdão ao pai e disse que o perdoava por tudo pois o amava. Uma lágrima escorreu de um de seus olhos. Nenhuma palavra pode ser dita porque ele estava entubado. Maria jamais saberá o que seu pai pensou naquele momento. Mas tem a certeza dele tê-la compreendido e perdoado.
Elianete Vieira
sábado, 4 de janeiro de 2014
Renascimento - 04/01/2014
Renascimento (Elianete Vieira)
A vida se renova.
Nada como um dia após o outro.
O futuro a Deus pertence.
Frases batidas, mas sempre atuais.
Nada como um dia após o outro.
O futuro a Deus pertence.
Frases batidas, mas sempre atuais.
O velhinho se despede
Em meio à emoção
Lembrando tudo o que passou
Momentos felizes, outros não.
Em meio à emoção
Lembrando tudo o que passou
Momentos felizes, outros não.
O futuro vem chegando
Nascendo na escuridão.
Trazendo sonhos, desejos,
Amor, saúde e realização.
Nascendo na escuridão.
Trazendo sonhos, desejos,
Amor, saúde e realização.
Quem viveu o velhinho
Agora festeja o nascer do bebezinho.
Comida, bebida, saudações e carinho.
Fogos iluminam o novo ano que chegou de mansinho.
Elianete VieiraAgora festeja o nascer do bebezinho.
Comida, bebida, saudações e carinho.
Fogos iluminam o novo ano que chegou de mansinho.
Publicado em 04/01/2014 por cooperativadasletras
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