quinta-feira, 16 de agosto de 2012

A divulgação de uma carta inicia uma discussão de mudanças


Amigos,

Hoje São Paulo acordou com a divulgação de uma carta do editor João Scortecci publicada pela Folha de São Paulo no caderno Ilustrada e rapidamente suas palavras foram propagadas por blogs e facebook. 

A matéria na integra poderá ser lida em “Bienal do Livro de São Paulo está morrendo, diz editor em carta  

Meu comentário para o editor naquele momento foi :
"Como leitora e escritora lhe dou todo meu apoio. Vários amigos meus comentaram que preferem comprar em livrarias que estão mais acessíveis. Evento quando muito concentrado gera afastamento do foco principal. A idéia de espalhar a feira pela cidade é excelente para que os diversos públicos possam ser atingidos. Crianças em parques, artes em museus, etc. Gostei de sua iniciativa."


À noite veio a publicação da resposta enviada pelos organizadores ao editor: “Números mostram que Bienal não está morrendo, diz organização do evento


Aí eu precisei deixar alguns comentários na própria matéria ( o espaço para comentar é limitado e eu escrevi quase uma carta rsrsrsrsrs ):
"O foco da Bienal está mudando, deixando de ser evento cultural e apresentação de novas obras p/ se tornarem liquidação de livros re-editados, saldo de sebo e assédio moral pelos corredores p assinar revistas. O alto custo de participação p/ editores não os impediu de profissionais q são, levarem cerca de 2mil novos livros. Centenas de autores presentes.Mas o alto custo de acesso e falta de organização afastou aqueles q são mais importantes: os leitores q gostam do cheiro livro impresso.”
"Caminhando pelos corredores vazios da Bienal na 2ª f, fui assediada pelos rapazes q abordam as pessoas perguntando se tem cartão de crédito para "empurrar" assinatura de revistas. Eu disse "não tenho, sou escritora, vim p/ lançar meu livro". Um deles então perguntou se eu tinha dinheiro e se tinha feito a minha boa ação do dia. Outro me abraçou e disse "vem comigo até o restaurante e nos paga lanche.Em lhe daremos assinatura gratuita." Isso é postura de um evento cultural como a Bienal?"
"No sábado, caminhando pelos stands destinados às crianças, presenciamos uma leitura de livro infantil ser interrompida por uma banda que passou tocando musica alta. Minha mãe de 70 anos estava deliciada em ver as crianças atentas na leitura e ficou horrorizada com tamanho desrespeito. O regulamento do evento permite som em volume que possa perturbar demais participantes?"
"À CBL
Como podemos incentivar cultura no Brasil se existe discriminação entre visitantes, poisaqueles que mais precisam de acesso à leitura, à cultura, não podem pagar p chegar (metro e onibus) e p entrar. Sem contar a alimentação cara e com muitas filas (minha irmã tentou e desistiu.
Apoio o Sr. Scortecci - Bienal do Livro deveria ser como um jardim: entramos de graça e podemos voltar quantas vezes quisermos !!Vamos renovar para manter o evento. 
O Brasil agradece!"

Amigos, como podemos incentivar cultura no Brasil se existe discriminação entre visitantes, pois aqueles que mais precisam de acesso à leitura, à cultura, não podem ficar pagando para chegar (metro e ônibus) e para entrar. Sem contar que a alimentação era cara e com muitas filas (minha irmã tentou e desistiu).

A Bienal do Livro deveria ser como um jardim, que entramos de graça e podemos voltar quantas vezes quisermos!!!


Vamos renovar para manter evento!
"A Festa do Livro em São Paulo. Hora de mudar! O livro precisa de um lugar comum: o lugar de todos." João Scortecci
Você tem meu o meu apoio e, pelos demais comentários que li no Twitter, Facebook, blogs, etc., essa proposta ainda trará muitos apoios e debates.

Elianete
SP, 16/08/2012

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