Todos nós quando crianças acreditamos que a vida é infinita. Que o amanhã nunca chega e que hoje é sempre hoje. No entanto, não temos noção de tempo.
Quando chegamos à idade escolar, logo aprendemos que a melhor parte são as férias e começamos a compreender que estas, demoram muito a chegar. Os anos escolares passam a fazer parte de nossa rotina: acordar, estudar, brincar e dormir, para repetir tudo novamente. Bons tempos esses que nunca mais serão os mesmos. Descobrimos isso apenas ao nos tornarmos adultos.
Porém, um dia acordamos formados e felizes porque o tempo escolar finalmente acabou. Até descobrirmos que não teremos férias eternas. Começando a trabalhar, as tão sonhadas férias parecem demorar cada vez mais a chegar e terminam sempre antes que tenhamos descansado o suficiente.
A descoberta do amor para alguns, os beijos roubados, os casais que começavam a se formar ainda com 16-17 anos (isso no meu tempo, hoje já não sei...), ao término do segundo grau, alguns amigos meus já estavam de casamento marcado. Alguns casam e têm filhos, outros não, procurando prolongar a solteirice o quanto possível.
Desafios são definidos, projetos são desenhados, metas são atingidas e nos sentimos realizados ao alcançarmos nossos sonhos.
Um dia, um fato novo surge: a oportunidade de rever os amigos de escola. Surge aquela ansiedade de rever a turminha: da cola, da fofoca, do futebol, do baralho, da purrinha, do cachorro quente. Nossa! e como naquele tempo eram mais gostosos – mesmo as filas da cantina, o dinheiro curto, a caneca de mate com o pão borrachudo da escola, o amigo que tocava violão e entretinha as meninas com suas melodias e versos românticos.
Como encontrá-los? Como convidá-los? Hoje é fácil manter amizades ou buscar pelo passado. A internet ajuda muito. Mas antes isso era bem mais complicado. Saíamos da escola com uma folha de papel, com nomes e telefones, hoje já amarelado. Chega então o esperado dia. O reencontro. Será que conseguiremos reconhecer os amigos depois de décadas? Alguém sugere que todos usem crachás com seus apelidos de infância. Meu amigo... Um abraço... Uma lágrima... A alegria de revê-los. E o tempo passa, nos afastando novamente.
Oito de julho de 2013.
Hoje pude rever os amigos que não via há 5, 12, 20 anos e até mesmo alguns que não via há mais tempo. Bom, melhor parar de contar o tempo por aqui. Não é mesmo? (Risos)
Pude observar que, mesmo que tenhamos uns quilinhos a mais ou cabelos a menos, aquele carinho pelos amigos nunca deixou de existir. A emoção do reencontro nos fez lembrar o quanto éramos felizes e o quanto esse convívio marcou cada um de nós. Tornamos os adultos que somos hoje, com valores e experiência ímpar.
Quero agradecer aos amigos que pude rever: à Andréa com quem brinquei quando criança, a vi casar-se e ser mãe. À Vera, que me acompanhou na escola dos 11 aos 18 anos (estudamos juntas para os concursos de estágio) e sua filha Carolina a quem vi nascer. Obrigada à Emília que hoje mora em São Mateus/ES, minha parceira de fluxogramas e programas Cobol compilados na faculdade, e à sua irmã Carmen que também mora distante.
Obrigada aos amigos da ETF: Maria, Flavia, Itamar e Osvaldo, por onde também passaram Rosana e Porch. Estes, eu conheci no meu primeiro emprego junto com o Marco Antônio na saudosa Cetel/RJ. Meu obrigada à Juliana, Suely e Renata, com quem trabalhei em 99-01, no Rio, antes de voltar a morar em SP. E ainda, ao Mauricio, marido da Andréa a quem conheci bem antes do namoro dos dois, e também Verônica amiga da Maria. Obrigada à Eliana, vizinha de longa data, cujos filhos Débora e Fábio foram meus companheiros de brincadeiras quando éramos crianças.
Obrigada à mamãe Elza, que sempre está ao meu lado, à minha irmã Eunice, que viveu tudo isso comigo e que também passou pela mesma ETF e Cetel. Aos meus sobrinhos, Mariana, hoje minha fotógrafa, e Pedro Henrique que sempre me apoiaram. À amiga de infância da Mariana, Claudiane, minha sobrinha "postiça". À D. Ercília tia do meu cunhado, e a Andréa, prima dele, que também estiveram presentes.
Obrigada aos amigos da minha irmã, que trabalham com ela e também me prestigiaram com sua presença: Viviane, Marcio, Wagner, Iuri, Rodrigo, Fabio e por último, mas não menos importantes, Edson e Andréa amigos da Juliana, que também estavam no local.
Estou voltando para a minha casa muito feliz com esse reencontro.
Olho as nuvens e o sol sobre elas, lembrando aquele momento feliz compartilhado entre “velhos” e eternos amigos.
Elianete Vieira - 09/07/2013
Revisado por Patricia Garisto.
Purrinha? O que é isso?
ResponderExcluirBaralho e cola? Quem diria Elianete, você fazendo essas coisas...
Lindo texto!
Adivinhe quem é?
Olá, Purrinha ou Porrinha é um tipo de jogo, simples e divertido, que pode ser jogado com 3 palitos, 3 pedras, 3 bolinhas de papel, qualquer coisa. Veja detalhes em http://pt.wikipedia.org/wiki/Porrinha
ExcluirInfelizmente eu ainda não descobri onde comprar uma bola de cristal e não consigo fazer adivinhações. Tenho um montão de amigos que poderiam brincar assim, então... me desculpe mas não sei quem você é? :(
Abs e obg pelo comentário.
Ah! Tenho certeza que você sabe quem é! Somente UM dos seus amigos faria isso com você! E agora fica mais fácil ainda dar um chute certeiro!
ExcluirAh! E escrever a palavra Cobol, entrega a idade...
ResponderExcluirOlá. A linguagem Cobol deve existir há mais de 50 anos, mas ainda é muito usada em grandes corporações que mantém gigantes bases de dados em mainframes.
ExcluirSó para ilustrar, pesquisei rapidamente na internet e descobri um anuncio de vaga bem recente, veja: http://www.netcarreiras.com.br/vaga-analista-programador-cobol-62382.html - publicada em 15/05/2013
Muitos jovens ainda buscam aprender essa linguagem de programação, pois os profissionais são muito bem remunerados.
Abs
Que coisa de velho! Jovens de hoje preferem programar para dispositivos móveis, o qual também remunera-se muito bem pelo falta de profissionais qualificados. E ainda é mais fácil do que COBOL com as suas "division".
ExcluirVocê não sabe, ainda, quem é o seu admirador anônimo? :-)
ResponderExcluir:(
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